sábado, 2 de dezembro de 2017

Era Dia de Natal!...


DIA DE FESTA

            O Dia de Natal era passado em família.

Logo de manhã, quando nos levantávamos, a mãe já tinha a mesa posta com uma toalha nova especial para este Dia de Festa. Era uma matina diferente da dos outros dias do ano: tinha o bolo preto, as broas de mel e os biscoitos de manteiga, o pão de rosquilha e os bolos de noiva, a manteiga no manteigueiro e o queijo redondo de casca cor-de-rosa; no armário não faltava a garrafa da aguardente de caldeira (para oferecer um groguezinho a alguma vizinha que chegasse!!!...) e o licor de baunilha que alguns dias antes a mãe havia feito. Era uma alegria chegar à cozinha e encontrar a mesa assim cheia de coisas boas. E às vezes a mãe ainda fazia a graça de nos dar a beber meio copinho de licor, só porque era dia de Festa.

O almoço também era diferente do que estávamos habituados.

Primeiro vinha a canja de galinha, com massa de cabelo ou de estrelinhas, e quase sempre trazia os ovinhos que estavam dentro da galinha; como todos nós os queríamos a mãe sabiamente dividia-os igualmente pelos nossos pratos e assim contentava a todos. Depois vinha a carne de galinha guisada com semilhas americanas (das mais miudinhas porque ficavam mais gostosas), a carne de vinha d’alhos com aquele molhinho no fundo da panela e o arroz branco com um pauzinho de canela que só a mãe sabia fazer.

O almoço decorria com calma, sem pressa porque o tempo assim o permitia, e ninguém podia levantar-se da mesa enquanto o pai e a mãe não acabassem de almoçar. Então vinha o momento de rezar pelos nossos avós e outros familiares que já haviam partido deste mundo e agradecer ao Menino Jesus por nos ter deparado a fartura que tínhamos à mesa neste Dia de Festa.

Depois do almoço passávamos o dia em casa. O Dia de Festa era dia de estar em família e mesmo não ficava bem visitar quem quer que fosse neste dia; nem à casa da madrinha podíamos ir. Os rapazes sempre conseguiam dar uma fugida até ao largo da ponte, onde junto com outros rapazes nossos vizinhos se entretinham a atirar bombas cujos estalos ouvíamos por todo o lado e até retiniam quando as arremessavam para dentro da levada, entre a nossa casa e a da vizinha do lado. Mas nós, as raparigas tínhamos mesmo que passar o dia todo em casa o que era muito aborrecido, ainda mais se estivesse um daqueles dias de Inverno. Entre uma fatia de bolo, umas broas ou um dentinho de queijo, lá se passava o tempo, ouvindo as histórias que a mãe contava de outros natais e sorrindo com as peripécias da mãe e dos tios quando eram pequenos em casa da avó Silvéria nas Fontes, até que o tempo escurecia e chegava a noite.

A noite e o tempo frio sugeriam que nos agasalhássemos ainda cedo dentro de casa; fechava-se a porta da cozinha e assim as conversas continuavam à volta da mesa, no calor da lareira, enquanto a mãe aquecia o jantar e fazia uma panela de chá preto (o verdadeiro chá do Ceilão que vinha naquela caixinha cor-de-rosa) que todos bebíamos logo depois do jantar, saboreando aquele travo especial e único. E como a noite era longa, ainda havia tempo de sobra para uma partida do jogo da bisca em que o pai comandava a equipa; como a bisca era de quatro, quem perdesse saía e entravam outros, mas o pai jogava sempre.

Assim se passava mais um Dia de Festa, com verdadeiro espírito de Natal!...

 

 




Funchal, 02-12-2017

domingo, 26 de novembro de 2017

Natal das crianças


AS CANTIGAS DO NATAL

As cantigas faziam parte da nossa vida diária, pois todos nós gostávamos de cantar, tínhamos bom ouvido e facilidade em aprender as cantigas que ouvíamos. Acho até que com certeza aprendemos a cantar ao mesmo tempo que aprendemos a falar, quando escutávamos a alegre e bonita voz da mãe a cantar enquanto cuidava de nós. Assim fomos crescendo e naturalmente manifestando aquele gosto de cantar que nos acompanha desde esse tempo da nossa infância.

Não havia dia em que não se cantasse e qualquer momento era apropriado. Enquanto mais pequenos, cantávamos à volta das nossas brincadeiras, debaixo da vinha; depois um pouco já maiores, cantávamos a arrumar a cozinha, a lavar a loiça ou a varrer o terreiro, a apastorar a casa ou a engomar a roupa no sábado à tarde. O repertório era muito variado, desde as cantigas que se ouvia na rádio, às músicas populares e tradicionais ou mesmo as cantigas que ouvíamos na igreja.

Com o aproximar do tempo da Festa, as cantigas eram naturalmente os cânticos da Missa do Parto, as cantigas das romarias de anos passados e os cânticos de Natal, os que cantávamos na Missa do Galo e alguns que tínhamos aprendido na escola.

Quando chegava o dia oito de Dezembro, o dia de Nossa Senhora da Conceição, em que a Festa já se fazia anunciar, começava uma ansiedade que nos dava a impressão de que nunca mais aquele dia chegava e começava também aquela incerteza misturada com um leve receio de ser ou não convidada para cantar no coro das pensadeiras que iam pensar o Menino Jesus na Noite de Natal.

Eu comecei bem pequena, talvez quando entrei na escola primária, nestas andanças de pensar o Menino na Noite de Natal. Passava os dias numa roda-viva, a ensaiar todas as tardes até saber bem as cantigas. E todos os anos se repetia a mesma rotina, o mesmo rodopio dos ensaios para aquela grande Noite. Era uma alegria responder ao anjo que estava no púlpito a anunciar o Nascimento.

Num desses anos, e como já soubesse de cor todas as cantigas, fui escolhida para ser o anjo e cantar no púlpito a anunciação. Disse imediatamente que não queria ser, porque só de imaginar toda aquela gente que enchia a igreja a olhar para mim, surgia dentro de mim um nervoso miudinho que me fazia rir e desatar às gargalhadas. Mas tanto insistiram que lá me convenceram, embora contra a minha vontade.
 
Quando cheguei a casa contei à mãe a novidade e assim que Pedro soube que eu seria o anjo disse logo à mãe que nem ia à missa porque já sabia que eu ia começar a rir no meio das cantigas.

Depois de vários ensaios e a uma semana da Noite de Natal, chegou a altura de ensaiar no púlpito da igreja, e então nesse dia aconteceu mesmo o que eu desde o início sempre temera: embora a igreja estivesse completamente vazia, o nervoso miudinho tomou conta de mim, deu-me vontade de rir e não fui capaz de cantar as cantigas seguidas do princípio ao fim. Então decidiram que outra pequena seria o anjo e eu continuaria a cantar no coro das pensadeiras, o que para mim foi alívio total; e assim continuei por mais alguns anos, a cantar e a pensar o Menino até me tornar rapariga.

Este foi um momento engraçado que me ficou para sempre na lembrança, junto com aqueles momentos em que cantávamos à volta da mãe, sentada a bordar à janela do nosso quarto, ou quando cantávamos as nossas cantigas de Natal à volta da nossa lapinha, cuja montagem era sempre de Pedro, o nosso irmão mais velho que no final quase sempre tocava gaita para animar as nossas cantorias.

Os anos passam e as canções de Natal fazem-me sempre vibrar e sentir muita daquela magia que antecedia a nossa Festa. A cada Natal que passa, continuo a ouvir lá dentro da minha alma as nossas cantigas, as nossas vozes e gargalhadas. E é tudo isso que me faz lembrar que é outra vez Natal!

 



 

 

sábado, 11 de novembro de 2017

São Martinho, castanhas e vinho


SÃO MARTINHO, DIA DE PROVAR O VINHO

 

Na nossa casa, no tempo das castanhas, havia castanhas assadas todos os dias: à noite era sempre uma festa...

No dia de São Martinho, o pai encetava o vinho novo. Tirava o vinho da pipa com uma mangueirinha usada só para aquele fim e passava para o jarro. Se o vinho estivesse claro já podia colocar a torneira na pipa, mas isso seria só daí a alguns dias, quando lhe desse jeito.

Outros tempos!... Coisas que deixam saudades!... 

domingo, 5 de novembro de 2017

À sombra da latada...


UVAS BRANCAS E UVAS AMERICANAS
Como a maioria das casas madeirenses, a nossa casa também tinha a sua latada. Era uma boa latada de vinha que se estendia desde o terreiro da cozinha até ao corgo, lá mais adiante. Como todas as casas, tinha também um terreiro de pedra calçada e um assento onde se sentavam a bordar ou a conversar as vizinhas que diariamente e por qualquer motivo subiam os degraus do nosso portal para virem à nossa casa.

Nos primeiros anos da minha meninice, ainda em tempo da avó Serafina, havia no terreiro uma parreira de uvas brancas, e mesmo na beira da vinha uma outra parreira de uvas americanas que faziam sombra e exalavam o seu perfume por todo o lado, fazendo despertar os nossos sentidos mal se abria a porta de casa. Estas duas parreiras ocupavam um lugar de destaque na latada porque eram diferentes das outras destinadas para fazer o vinho, e eram o orgulho do pai que lhes devotava o mais profundo cuidado para que nos desse os mais belos cachos de uvas que se pudesse saborear. Mas depois a casa foi toda reconstruída, o terreiro foi cimentado para ser mais fácil de varrer (quando era de pedra calçada tínhamos que varrer com uma vassoura de urze), e lá se foi a parreira de uvas brancas.    

A latada de vinha dava cor e alegria à nossa casa, tal e qual um adereço no colo de uma jovem e comprometida rapariga. Na Primavera e no Verão, o verde da folhagem e dos cachos de uvas, aquele verde próprio dos frutos que ainda estão a crescer, fazia realçar o vermelho alaranjado do novo telhado e o ainda fresco amarelo-claro da chaminé e das paredes da casa que cheirava a nova. Quem olhasse do Lombo do Cantaria ou desde a curva da Achada do Beirão apenas conseguia ver, no meio de todo aquele verde, o telhado da casa e logo atrás a cumeeira do palheiro de restolho que desde sempre ali estivera. Quando chegava o Outono, e assim que se fazia a vindima, as folhas tingiam-se com vários tons de vermelho e quase se confundiam com a cor do telhado; depois tombavam nas voltas e reviravoltas do vento sul que acompanhava as primeiras chuvas mal o Inverno se fazia anunciar, deixando nuas as parreiras, tal como a casa que igualmente se mostrava assim meio despida sem aquele seu precioso adereço.

A vinha era como uma extensão da nossa casa, o nosso grande quintal. O chão de terra batida era o palco dos nossos jogos e brincadeiras; à sua sombra a mãe sentava-se nas longas tardes de Verão, quando lhe sobrava algum tempo para gastar uma linha no bordado; e quando o pai chegava mais cedo do Lombo ou das Fajãs também aproveitava para ali descansar um bocado, sentado no degrau do palheiro, aproveitando para um dedo de prosa com um ou outro vizinho.

Para nós seria impensável imaginar a nossa casa sem a latada de vinha, pois fazia parte dela e também da nossa vida.

 
Funchal, 04-11-2017  

 

 

 

domingo, 29 de outubro de 2017

A mudança de hora


HORA DE INVERNO

Esta mudança de hora leva-me inevitavelmente para outros tempos passados em São Vicente.

Não me lembro exactamente em que altura começou esta moda de atrasar ou adiantar o relógio, mas lembro-me bem que nos primeiros tempos em que isso aconteceu havia sempre muita confusão, principalmente no domingo de manhã, por causa da hora da missa.

A hora da missa, a mesma para todos os domingos, era normalmente anunciada pelo senhor padre no domingo anterior: a missa da manhã às sete e meia e a missa do dia às dez e meia. Mas no domingo em que havia mudança de hora, havia sempre quem não percebesse se a missa seria à hora antiga ou se seria à nova hora. Sobretudo as pessoas idosas e outras menos esclarecidas faziam uma grande confusão e ficavam completamente baralhadas, o que habitualmente gerava algumas situações um pouco caricatas.

Quando o relógio atrasava uma hora, havia quem se levantasse cedo demais e ninguém chegava tarde à igreja; bem pelo contrário, sempre alguém chegava com uma hora de avanço e aí tinha tempo à vontade para rezar o terço duas ou três vezes, mais a Salvé-Rainha, as Avé-Marias e orações aos santos e às almas do Purgatório. Mas quando se adiantava a hora era mais complicado: havia sempre quem chegasse à igreja com uma hora de atraso, já a missa ia bem adiantada, o que causava um certo constrangimento porque ninguém gostava de chegar tarde à missa.

Era sobretudo na missa da manhã que aconteciam estas situações, a missa dos mais velhos e das mães de família que precisavam despachar-se cedo das suas obrigações religiosas para depois fazerem o almoço de domingo a tempo e horas.
 
À missa do dia iam os mais novos cujas obrigações familiares eram menos exigentes, não precisavam levantar-se tão cedo e a mudança de hora não tinha qualquer complicação.
Mas aquele domingo em que mudava a hora era sempre um domingo diferente para todos.

 




  

 

  

sábado, 2 de setembro de 2017

Calor de Setembro...


SETEMBRO

É mais um mês de Setembro que chega anunciando o Outono.

O tempo ainda é de calor mas as densas nuvens que frequentemente cobrem o azul do céu libertam aquela humidade irritante e incomodativa que sempre me causou algum desconforto. E é assim desde que me lembro.

Em Setembro, o declínio do sol sempre fez nascer dentro de mim um certo desencanto e até alguma nostalgia; digo mesmo que é o mês de que menos gosto, contrastando com Agosto, o meu preferido, em que o sol brilhando na sua máxima amplitude também me enche a alma de força e alegria.

Setembro faz-me lembrar o tempo em que logo pela manhã bem cedo tínhamos que ir às figueiras das Fontes apanhar os figos que amadureciam quase todos de uma vez, porque bastava um orvalhinho ou uma chuvinha miúda para logo ficarem cheios de bicho e já não se poderem comer.

Era a altura de tirar a folha ao feijão para deixá-lo secar, tarefa que o calor e a humidade tornavam aborrecida porque no meio das varas do feijão as folhas pegavam-se à nossa roupa e às vezes até ao cabelo. Chegávamos a casa todos pegajosos, ainda mais quando vínhamos pela levada do Encontro em que a erva-rija que abundantemente crescia nas beiras das fazendas nos pincelava com melique, e então ficávamos mesmo pegajosos dos pés à cabeça.

Em Setembro chegava o tempo de apanhar as uvas e fazer o vinho. Mesmo sendo uma tarefa leve e até divertida, nem sempre era agradável andar debaixo da vinha com o tempo quente e húmido desta época que só atraía vespas à volta dos cachos de uvas. Ainda mais para os pequenos que embora fosse grande a sua vontade, não tinham direito a um podão para podarem os cachos de uvas e só lhes cabia apanharem os bagos que caíam ao chão.

O mês de Setembro continua húmido e cheio de calor como naquele tempo. Volto a sentir a minha pele quente e pegajosa como se andasse debaixo da vinha, no meio das varas do feijão ou com a erva-rija a me pegar nos braços e nas pernas; o tom dourado do sol sugere-me sempre o mesmo desencanto e nostalgia.

O sentimento mantém-se e ainda não aprendi a gostar do mês de Setembro.  

 

Funchal, 02-09-2017

 

 

 

 

 










 

 

 

 

 

domingo, 6 de agosto de 2017

Da Venezuela


CARTA DE CHAMADA

No tempo em que eu era pequena, havia famílias inteiras que embarcavam para a Venezuela. Primeiro ia o marido para arranjar trabalho e daí a uns tempos já mandava a carta de chamada para a mulher e os filhos irem ter com ele. E lá iam todos, deixando a casa fechada e vazia.

Partiam à procura de uma vida melhor mas no seu pensamento levavam os familiares que cá deixavam e o calado desejo de um dia voltarem à sua terra. E porque era imenso esse desejo, sempre haveriam de voltar ao lugar onde nasceram para matarem as saudades dos familiares, sobretudo dos pais que muitas vezes de lágrimas nos olhos acalentavam a esperança de que também um dia os iriam abraçar.  

Era nos meses de Verão que chegavam os venezuelanos para visitarem a sua terra, trazendo na bagagem os sinais do seu bem-viver.

Os homens chegavam ostentando a sua grande e bem nutrida barriga ou o farto bigode com as pontas bem retorcidas; de camisa aberta, mostrando o peito cabeludo, saltava à vista o colar de ouro com o crucifixo; no pulso brilhava o dourado do relógio e da pulseira, tão grossa que não podia passar despercebida, tal como também não passava despercebido o vistoso anel de ouro no dedo anelar.

Na venda, enquanto falavam dos seus negócios, os venezuelanos  iam pagando rodadas de cerveja a quem estivesse e todos ouviam e ficavam a saber como era viver naquela terra onde se podia ter tudo o que se quisesse e em poucos anos se enriquecia.

Enquanto por cá permaneciam o tempo era de festa. Não deixavam passar o arraial de Nossa Senhora do Monte, o Bom Jesus de Ponta Delgada, a festa do Loreto; muitos tinham as suas promessas e queriam pagá-las. Mas a mais importante de todas era a sua festa, o arraial de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira da sua igreja. Lá de anos a anos havia um que era festeiro e tomava à sua responsabilidade todas as despesas da festa, mas quando tal não acontecia sempre faziam questão de contribuir com a sua choruda oferta para ajudar a igreja que os viu nascer; havia também quem oferecesse a novena do sábado do Rosário e quem mandasse celebrar missa cantada em louvor de Nossa Senhora.

Alguns traziam a família toda, mulher e filhos já nascidos na Venezuela.

Para os pequenos como eu, os filhos dos venezuelanos pareciam vindos de um mundo diferente do nosso. Vestiam roupas diferentes de nós, não gostavam da nossa comida, ficavam com o corpo todo cheio de bexigas por causa do nosso clima e falavam uma linguagem que nós não percebíamos. Nós olhávamo-los com uma certa estranheza, tentando perceber o que diziam e questionando-nos por que razão os pais não lhes ensinavam a falar em português se assim tinham aprendido. E por entre o “mira para aqui, mira para ali” e o “pero, no es assí”, lá nos íamos entendendo no meio daquela embrulhada de palavras desconhecidas.

Todo o venezuelano que bem se prezasse, juntava a família e fazia uma grande festa no Chão dos Louros. Era uma festa de arromba, em que compravam um quarto de uma vaca, umas dúzias de grades de cerveja, e lá passavam juntos todo o dia, comendo e bebendo “até a lancha encostar”, até os homens ficarem “borrachos”.

Assim que se passava a Festa do Rosário, os embarcados iam outra vez embora. Por entre lágrimas e abraços de despedida regressavam à Venezuela, deixando na sua terra a saudade e levando consigo a esperança de um novo regresso.

 

Funchal, 05-08-2017