sábado, 29 de junho de 2019

São Pedro


DIA DE SÃO PEDRO

O Dia de São Pedro é o dia de Pedro, o nosso irmão mais velho, que hoje faria anos.

É aquele dia assinalado, com um lugar bem marcado na linha da nossa vida e por isso um dia de boas lembranças e muitas saudades.

Os anos passam mas não esquecemos a importância deste dia no seio da nossa família. O amanhecer acorda-nos com ele no pensamento, tal é a sua força no fio da nossa memória.

Lá no paraíso, o nosso Pedro sabe que nunca o iremos esquecer e que aqui na Terra onde estamos havemos sempre de lembrá-lo com muito carinho.

O nosso Pedro é a nossa estrela deste dia de São Pedro e sempre assim será, enquanto Deus iluminar com a sua luz o fio da nossa memória!

Funchal, 29-06-2019

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Sopa de agrião


A SOPA DE AGRIÃO

A sopa de agrião com feijão manteiga seco e tripas de porco curadas ao fumeiro, cozida no lar de lenha é coisa que não se pode esquecer. E então se fosse no tempo das semilhas novas, umas semilhinhas novas rapadas, mais umas bolotinhas de inhame davam-lhe sempre um gostinho diferente tornando-a ainda mais saborosa.

A propósito desta sopa a mãe tinha, como já era seu hábito, o tal provérbio que encaixava na perfeição:_ “Quem quer ver o marido morto dá-lhe agriões em Maio e couves em Agosto.” Quer isto dizer que no mês de Maio não havia sopa de agrião porque os agriões estavam todos em flor e em Agosto também não se fazia sopa de couve porque as couves estavam espigadas e as folhas eram muito rijas.

Os agriões nasciam de forma espontânea onde houvesse água a correr permanente, como as pequenas levadas no meio das fazendas, nas margens da ribeira, nos corgos e nos olheiros. Às vezes no nosso olheiro das Fajãs, dentro dos vimieiros ou mesmo na levadinha ao subir para a nossa terra nasciam agriões que sempre davam para uma sopa.

A mim, que sou a mais velha, sempre me cabia a tarefa de ir apanhar os agriões. Quase sempre ia aos olheiros do Antoninho Lino, no lado do Estreito, porque lá havia nascentes de água que corria livremente no meio dos vimieiros e os agriões eram sempre frescos. Embora ainda pequena, de botas de água calçadas, lá ia mesmo sozinha apanhar os agriões, tal como a mãe me havia destinado. Até hoje guardo na lembrança a atmosfera daquele lugar onde imperava um enorme silêncio, envolvido pelo som da água a correr no corgo que ali existia, pautado uma ou outra vez pelos latidos de algum cão que houvesse nas redondezas. Era um silêncio que por vezes me incomodava e até me fazia sentir um inexplicável medo por estar ali sozinha, não fosse acontecer de enterrar os pés naquela terra molhada e pantanosa e ficar ali presa, sem conseguir sair dali sem ajuda de alguém (imaginação e fantasia de pequena!!!...).


Um dia, nestas minhas andanças de ir apanhar os agriões para a sopa aconteceu um episódio engraçado que me ficou gravado na memória. Como sempre, eu levava um pequeno balde de plástico com asa para trazer os agriões e tinha que trazê-lo bem cheio de modo a que desse para fazer a sopa. Mas nesse dia, ou porque estivesse sem pachorra ou porque não era grande a disposição para estar naquele lugar de certo modo bucólico e intimidante, resolvi encher metade do balde com água e coloquei por cima os agriões; coloquei-os todos muito direitinhos e arrumadinhos como se ali tivessem nascido e gostei do resultado do meu trabalho, assim já tinha o balde cheio!

Quando cheguei a casa a mãe tirou os agriões e deu-se de conta da minha obra de arte, o balde meio de água e os agriões a enfeitar a outra metade. Não sei como não levei uma reprimenda, mas se calhar a mãe até achou graça e disse apenas: _”Ah pequena, isto não dá para fazer a sopa, leva o balde e vai lá buscar o resto!!...”  E sem reclamar lá eu tive que voltar aos olheiros do Antoninho Lino a apanhar os agriões que faltavam para fazer a sopa, mas desta vez não coloquei água no fundo do balde.


Passados todos estes anos, sempre que faço uma sopa de agrião lembro-me deste episódio e rio-me mesmo sozinha: ainda me vejo pequena, de botas de água e balde na mão (o balde era verde-claro) a apanhar agriões nos olheiros que hoje já não existem porque os levou a nova estrada que por ali agora passa. E mesmo que por ali perto ainda nasçam agriões, já não será como naquele tempo.

 

  

 


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Entrando no Advento...


TARDES DE DEZEMBRO

A bonita, quentinha e alegre manhã de sol deu lugar a uma tarde cinzenta, um pouco fria e tristonha. O azul do céu deixou-se esconder pelo cinza das nuvens e a tarde perdeu a cor. Só mesmo o cafezinho com pau de canela no café do outro lado da rua e a lapinha de escadinha já montada com peros e laranjas, coroada pelo Menino Jesus de pé e de vestido vermelho (nunca tinha visto um Menino Jesus vestido com esta cor!!!...) para virem dar algum brilho a esta tarde de Dezembro e fazer-me lembrar que já estamos no Advento, o tempo que precede o Natal, e chegou a altura de começar a prepará-lo!

Por falar em Advento surge-me na lembrança um calendário de janelinhas com desenhos para pintar que uma das várias catequistas que tive (não me lembro exactamente qual!...) me ofereceu nos meus primeiros anos de catequese. Começando no início de Dezembro teria de pintar uma janelinha em cada dia até à véspera de Natal, mas para isso teria de praticar uma boa acção, ou então fazer o sacrifício de fazer qualquer coisa que exigisse muito esforço da minha parte ou que não fosse lá muito do meu gosto e da minha vontade.

Eu até achava graça ao calendário e com todo o empenho e entusiasmo começava a pintar diariamente a respectiva janelinha, tendo o cuidado de corresponder ao que era exigido para esse efeito, sobretudo enquanto havia as lições de catequese, para poder mostrar à catequista o quanto me havia interessado pelo assunto e as boas acções que já praticara até então. Mas assim que em casa se aproximavam os preparativos para a Festa e começava a euforia com os ensaios das cantigas para pensar o Menino Jesus na Missa do Galo, esquecia-me do calendário e das janelinhas para pintar e nunca cheguei a pintá-las na totalidade. Já era véspera de Festa e ainda tinha várias janelinhas em branco. Isso não quer dizer que fosse por falta de boas acções mas porque simplesmente me esquecia de registá-las, o que significa que para mim a Festa era mais importante que o dito calendário. Mas nunca o esqueci e quando se fala em Advento vem-me sempre à lembrança.

Coisas simples de pequenos que ficam gravadas na memória!!…
 
 
Funchal, 04-12-2018  

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Castanhas e castanheiros


NO TEMPO DAS CASTANHAS

Era por esta altura, mais ou menos pelo São Martinho, que os ouriços começavam a abrir e deixavam cair as primeiras castanhas. Às vezes, quando menos esperávamos, o pai chegava a casa, metia a mão na algibeira e tirava uma meia dúzia de castanhas que tinha encontrado debaixo do castanheiro nas Fajãs. Os nossos olhos brilhavam porque já tínhamos saudades delas; então, descascávamo-las e rapávamo-las mesmo com os dentes, trincando-as assim mesmo cruas. E que bem nos sabiam estas primeiras castanhas!...

Nas nossas Fajãs tínhamos vários castanheiros. Alguns nasciam espontaneamente, ainda eram pequenos e só davam um ouriço aqui outro ali, mas havia uns maiores que se destacavam pelo seu porte e davam mesmo castanhas com alguma abundância.

Quase ao chegar ao palheiro de cima, tínhamos um imponente castanheiro, de tronco alto e muito direito que dava as maiores castanhas, mas viveu poucos anos, acabou por secar e o seu destino foi tornar-se em madeira; um pouco acima do palheiro de baixo tínhamos outro castanheiro grande que também costumava dar muitas castanhas e já há muito tempo deixou de existir. Mas o maior de todos era o nosso castanheiro grande que tem resistido aos anos e continua a dar castanhas, miúdas mas muito saborosas.

Segundo nos contava o pai, este castanheiro terá sido plantado pelo avô Manuel António e embora o pai fosse ainda bem pequeno lembrava-se perfeitamente de ver o avô plantá-lo. E o castanheiro grande ainda lá está imponente e majestoso, quase um centenário atravessando gerações, sempre rei e senhor das nossas Fajãs.

No tempo das castanhas, todos os dias de manhã íamos às Fajãs buscar as castanhas que tivessem caído durante a noite. E então se tivesse havido algum vento a colheita era bem mais recheada.

Todos os dias comíamos castanhas. Às vezes a mãe cozia-as para o almoço, para comermos junto com as semilhas; à noite havia magusto diariamente. Depois da ceia, arranjávamos as castanhas, o pai assava-as no lar e nós ficávamos ali à espera, sentados à volta da mesa. Depois de assadas começávamos a descascá-las e íamos escolhendo as melhores para o pai e para a mãe.

Enquanto descascávamos e nos deliciávamos com as castanhas assadas íamos ouvindo histórias, provérbios e ditados que o pai e a mãe costumavam contar. Muito nos divertíamos, rindo sempre com vontade quando a mãe, entre outras artices, dizia: “-Quem come castanhas com carepa, à noite toca rebeca!”. E nós, com muito cuidado lá íamos tirando toda a carepa às castanhas, porque era certo e sabido que durante a noite haveria não uma rebeca, mas uma verdadeira orquestra de rebecas.

Nem todos os anos eram anos de castanhas, mas quando as havia em abundância davam para nós, e a mãe ainda contemplava a vizinhança. Às vezes eram tantas que o pai fazia um caniço, um tabuleiro feito com canavieira da mais delgadinha, onde se colocava as castanhas a secar no fumeiro da cozinha. Quando estavam aveladas a carepa saía com mais facilidade e eram boas para comer mesmo cruas. Depois de secas tínhamos castanhas para trincar durante muito tempo, sempre à espera que voltasse o Outono e vestisse outra vez os nossos castanheiros de novos ouriços com castanhas.

Era uma alegria!...

 

 

  

 

 
 

domingo, 14 de outubro de 2018

Sabedoria popular


PREVISÃO DO TEMPO

As previsões do tempo não chegavam a todos ou então poucos se guiavam por elas. Avisos e alertas meteorológicos ainda não tinham entrado na moda; ciclones e furacões só aconteciam por longínquas paragens, lugares desconhecidos dos quais só sabiam o nome aqueles que tinham tido a sorte de ter andado na escola e aprendido um pouco de geografia, guardando na memória os nomes que tinham lido no planisfério. Mas o povo tinha a sua sabedoria, sabia ler os sinais que indicavam chuva, vento ou bom tempo, tudo em função dos trabalhos agrícolas, aproveitando as melhores condições climatéricas para semear, plantar ou colher “a novidade”.

Vargem de Cima 2019
O pai era um excelente conhecedor destas previsões do tempo. Logo na passagem do ano sabia ver em que lado tinha ficado o tempo, se a norte, se a sul, ou noutro ponto cardeal qualquer; com esse conhecimento já previa se o ano que se iniciava iria ser bom ou menos bom, se seria chuvoso ou não, e normalmente as suas previsões eram acertadas.

Nós acreditávamos e levávamos a sério este saber do pai. De modo algum, nos passava pela cabeça questionar, mas muitas vezes me perguntava como era que o pai sabia aquelas coisas e acertava sempre no tempo que iria fazer. E era mesmo assim que acontecia.

Quando o pai olhava para o Pico das Barbas de Bode e via o cume tapado com uma nuvem, logo dizia que vinha chuva. Às vezes dizia que o tempo se tinha metido lá em baixo no Calhau e que não tardava a chover. Mas quando dizia que o tempo estava na Bica da Cana, já se sabia que haveria de chover dias a fio.

Dia e noite a chuva caía com força e não dava tréguas, o tempo não clareava. De repente a ribeira vinha cheia, com a água quase a saltar por cima da ponte, com um enorme barulho que mesmo com as janelas fechadas ouvíamos na nossa casa. Olhávamos e víamos lá na serra a grande queda de água branca como algodão, e conseguíamos ver também a queda de água do Encontro e bem mais perto a queda de água do Poço da Carne, a transbordar por todo o lado. A ribeira enchia, levava consigo tudo o que encontrava nas suas margens e deixava tudo lavado e limpo.

Quando ouvíamos o pai dizer que o tempo estava de sul era certo e sabido que traria consigo chuva e vento forte.

O vento de sul não era para brincadeiras: zunia nos galhos dos pinheiros que até dava medo, arrancava as varas do feijão e levava pelo ar as telhas de canudo das casas mais antigas ou as folhas de zinco que tapavam os galinheiros; às vezes até as cumeeiras dos palheiros de palha iam pelo ar. Quase sempre faltava a luz elétrica mas era logo substituída pelo candeeiro a petróleo sempre pronto para estas ocasiões. E tinha mesmo muita graça cear à luz do candeeiro, enquanto nos ríamos divertidos com as sombras que fazíamos nas paredes da cozinha.

Era assim que acontecia no tempo em que não havia avisos meteorológicos nem tão pouco televisão onde pudéssemos ver as imagens de satélite com o movimento da chuva ou do vento. E quem, nesse tempo, iria supor ou imaginar que algum dia isso fosse possível?!...


Funchal, 14-10-2018

  

domingo, 7 de outubro de 2018

Manhã de Domingo do Rosário


MANHÃ DE DOMINGO DO ROSÁRIO

             É sempre uma manhã diferente esta manhã de Domingo do Rosário.

No meu tempo de pequena, mal nos levantávamos da cama, queríamos logo mostrar uns aos outros os “tertilhos” que na véspera tínhamos comprado na barraca de quinquilharias com os cinco escudos que a mãe ou a tia nos tinham dado para gastar na festa. Mostravam-se os anéis de dois mil e quinhentos com a pedra azul ou vermelha e os relógios com bracelete de plástico, comparavam-se as bolas de farelo sobre qual delas seria a mais bonita (às vezes, para nosso grande desgosto, o elástico rebentava mal começávamos a brincar com ela, e depois por mais que se quisesse dar um jeito já não havia remédio!..); também se apresentava a boneca pequenina com braços articulados presos por um elástico, com a qual nos iríamos entreter a fazer vestidos que quase nunca lhe serviam e ainda os reco-recos coloridos cujo som irritante nos ensurdeciam os ouvidos… Tudo coisas pequenas que se podiam comprar com os tais cinco escudos.

Actualmente, já bem adulta e a caminho da segunda juventude, continuo a sentir esta manhã de Domingo do Rosário de uma maneira diferente das outras manhãs de domingo.

Na minha cozinha, sentada a tomar o pequeno-almoço, passo em revista a noite deste sábado do Rosário e as emoções que ela me traz. Apesar de já um pouco diferente da noite do Rosário do meu tempo de pequena, coisas há que continuam semelhantes, pelo menos no modo como as sinto.

Agora sou eu que (tal como costumava fazer a mãe!...) vou ao bazar da igreja falar com as raparigas que lá estão a vender (raparigas já bem mais velhas do que eu!!!...) e aproveito para comprar uns bolos de noiva.

O vinho com laranjada numa das barracas tradicionais, aquelas onde se encontra a carne de vaca dependurada à espera que alguém a leve para uma espetada,  continua a fazer lembrar a festa e estava muito bom, fazia lembrar o nosso vinho de casa!

A tradição é para manter como igualmente se mantém o grande prazer de encontrar pessoas que só vemos mesmo nesta noite do Rosário. E é sempre com um misto de orgulho e muita saudade que ouvimos alguém falar da nossa mãe, reconhecendo a excelente pessoa que era.

“_ A sua mãe era uma senhora com uma grande educação!...”

 Ouvir estas palavras encheu-me a alma e fez-me dar graças a Deus por ter-me dado a minha mãe.

Mas a maior saudade veio numa simples fatia de bolo doce com manteiga. O bolo de noiva que comprei no bazar do Loural, amassado pela minha prima Alzira, cuja receita é a da nossa avó Serafina e é exactamente a mesma receita que a mãe usava quando tão primorosamente e com perfeição fazia os bolos de noiva na nossa casa. Uma fatia de bolo doce com manteiga e uma chávena de café, enquanto na rádio passava uns fados na incomparável voz da eterna Amália, tornou este momento particularmente nostálgico e não pude evitar que as lágrimas me saltassem dos olhos e por uns minutos me viessem fazer companhia.

E é isto a saudade, quando passados muitos anos a nossa alma continua a sentir a emoção dos momentos felizes e inesquecíveis em que outras almas a ajudaram a crescer!...

Felizes somos nós que temos para recordar estes momentos que nos fazem sentir saudade!...


Funchal, 07-10-2018

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Professora sempre!...


CENAS DA VIDA DE UMA PROFESSORA

A cena passa-se na baixa da cidade do Funchal, mais propriamente em frente à estátua de João Gonçalves Zarco. Ia eu a passar por ali quando oiço a voz de uma criança a perguntar:

- Pai, quem foi o João Gonçalves Zarco?

Olhei e ali mesmo ao meu lado ia um casal de Portugal Continental, já na casa dos quarenta anos, com o filho que deveria ter uns nove anos, o qual havia feito a dita pergunta.

Fiquei à espera de ouvir a resposta, mas nem o pai nem a mãe abriram a boca para responder à pergunta do filho. Então, eu que adoro História de Portugal e do mesmo modo adoro ensiná-la aos meus alunos, aproveitei e ali mesmo dei uma lição de História de Portugal ao filho e mais ainda aos pais.

Expliquei quem foi João Gonçalves Zarco e realcei por mais de uma vez, com todas as palavras, que todo o português que se preze deve saber este facto da História de Portugal, pois Porto Santo e Madeira foram as primeiras ilhas a serem descobertas pelos navegadores portugueses. O pequeno olhou para mim admirado e ainda me fez mais umas perguntas, mas eu acho que mais espantados estavam os pais ao admitirem a sua ignorância. No entanto, com toda a delicadeza, agradeceram a explicação.

Passada a cena, dei por mim a pensar como muita gente ignora factos importantes da nossa História, tão importantes para sabermos quem somos e de onde viemos mas sobretudo para termos conhecimento da nossa identidade como portugueses que somos.

Pensei também que só mesmo uma professora como eu, que a toda a hora está a ensinar, daria assim uma lição de História em plena cidade do Funchal, sem sequer ter sido solicitada.

Ensinar é um hábito que desenvolvemos e aprimoramos mas é um dom que já nasce connosco. Quem, como eu com orgulho, um dia vestiu o fato de professora, não o irá despir nunca mais.

Professora para toda a vida!...


Funchal, 13-07-2018